Família do PM morto nesta madrugada tem ato de serviço negado

Família luta para conseguir funeral remunerado pela polícia militar.
Foto: Arquivo Pessoal/MF Press GlobalPolicial Militar Patrick Batista Lopes
Policial Militar, Patrick Batista Lopes

O soldado da Polícia Militar, Patrick Batista Lopes, nascido em Portugal e registrado no Brasil, foi encontrado morto na madrugada desta sexta-feira, na Rodovia RJ 106, em São Gonçalo. No entanto, além dele agora ser mais um número dentro da estatística da crescente violência contra policiais, a corporação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro nega-se a fazer o seu funeral e dar-lhe ato de serviço, deixando a família do PM em situação mais do que delicada, ao alegar que o PM não estava em serviço naquela ocasião. Contudo, as evidências da cena do crime apontam claramente para um cenário diferente: Patrick foi morto somente por ser um policial militar. 

A família do PM tem contado com o auxílio de parentes e amigos, que tem se reunido para juntar dinheiro, afim de conseguir arcar com os altos custos funerários. Depoimentos e a própria cena do crime provam que Patrick estaria vivo se não tivesse sido identificado como PM, e que isso tipifica crime qualificado, com alvo definido, e não aleatório, o que já seria suficiente para o Estado reconsiderar a decisão. 

A família tem reivindicado nas redes sociais que o Estado possa sepultar com dignidade quem lhe serviu com dedicação. “A questão é que a gente queria que ele fosse enterrado com honra, com dignidade, como todos os policiais merecem. Infelizmente, o Estado só está no momento preocupado com pensão, com dinheiro, e não com o que realmente importa.” Desabafa Monique Miranda, irmã do PM morto. 

Família, amigos e conhecidos reivindicam um posicionamento diferente do atual por parte do Governo estadual e da PM, e que se faça justiça.

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